Entrevistas

ANTIÉTICOS

 

“Numa sociedade que só produz ódio, amar já se tornou contra-hegemônico”

O grupo Antiéticos, do Rio de Janeiro, tem sua lente nos descaminhos da sociedade. Seu rap é resultado das escolhas, reflexões e ações em meio ao entorpecimento promovido pela “estabilidade econômica”, um dos fenômenos que criam mais consumidores e menos cidadãos. Nas rimas do Antiéticos, a crítica social, considerada por muitos como uma das causas do “atraso” do rap, tem o mesmo espaço que o discurso sobre o orgulho africano. O grupo, que lança hoje “Antes que as Estrelas se Apaguem”, sua mixtape, conversou com o CHH e falou sobre política e cultura negra. Leia a íntegra da entrevista abaixo.

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“Caçadas de Lobato” – Um diálogo sobre a banalização do racismo no Brasil  

Por Spency Pimentel para o Central Hip Hop

Tudo começou quando, no fim de outubro, em plena temporada eleitoral, o Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), divulgou no Diário Oficial da União o resumo de um parecer a respeito do livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato. O parecer, da professora Nilma Lino Gomes, considerava que, por ter trechos que podem ser considerados racistas, a obra não é adequada a ser distribuída em escolas públicas – usando dinheiro público, portanto – e deveria, no mínimo, ter uma nota explicativa sobre o contexto histórico em que ela foi concebida [o mais absurdo é que o livro já tem outra nota, explicando que, quando foi escrito o livro, caçar animais silvestres era algo aceitável – na história, uma onça é morta pelos personagens –, e, mesmo assim, houve essa grita toda…]. Aqui, um bom resumo do parecer, por parte de quem realmente leu o documento todo, e não só o seu resumo.

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M19 e o grupo Liberdade e Revolução levantam a bandeira do HIP-HOP ATEÍSTA

Por Paula Farias em 18 de outubro de 2010 ás 11:09 para o http://www.rapnacional.com.br
LR & M19

MC Thiago mais conhecido como M19(um grupo guerrilheiro que atuou na Colômbia na década de 80 que lutaram até a morte em defesa dos seus ideais), é da cidade de Blumenau – SC. O rapper ateu acredita que RAP também é uma forma e uma verdadeira arma em prol revolução, por isso aborda em suas letras temas como: direta capitalista , descaso da política nacional e internacional, racismo, religião, a escravidão contemporânea.
E representando o rap ateu da cidade de São Paulo, direto do extremo – sul o grupo Liberdade e Revolução formado por Vidal Edilson mais conhecido como DPA, e Negui já estão na caminhada do rap desde 1999, e agora estão lançando o novo trabalho que expressa bem toda a ideologia do grupo o disco “Resistindo a opressão estado e religião” .
Confiram abaixo a entrevista dividida em duas partes, primeiro com o M19, logo após com o grupo Liberdade e Revolução. Depois de conhecer as ideias, baixm as músicas e deixem seus comentários.

Portal RAP NACIONAL : Luz , câmera , caixão esse é o titulo do seu cd, o que você quer dizer com esse nome?
M19– O título Luz, Câmera, Caixão faz uma analogia com produções cinematográficas é a vida real e violenta que infelizmente existe em nossas cidades. Mostra que o que é produzido em estúdios de gravação também acontece nas ruas, mas de forma verídica e trágica. Na introdução criei um diálogo entre um atendente de uma vídeo locadora e um cliente que fica atônito com tamanha monstruosidade dos fatos que ocorrem nos filmes e seriados da vida, nas involuntárias produções que vemos todos os dias na televisão e que conhecemos através da história do nosso planeta, por isso, o título da introdução é denominado como Locadora Planeta Terra, são onde tais brutalidades ocorrem de fato.
 

Rio de Janeiro

COLETIVO LUTARMADA LANÇA NOVO CD

Por Alexandre Braz, para o Fazendo Media.  27.07.2010

“Eu amo o Hip Hop, ele mudou a minha vida. Não só a minha, mas a de uma porrada de gente. Pra melhor, e, nos últimos tempos, pra pior”, diz Gas-PA. Foto: Arquivo pessoal.

Gas-PA além de rapper é militante político, usa a arte para a conscientização em busca de uma sociedade mais justa. Por meio do Coletivo LUTARMADA desenvolve trabalhos de base com projetos políticos e cursos de formação na periferia do Rio de Janeiro, em paralelo à produção musical. Em entrevista ao Fazendo Media, ele fala sobre o seu mais novo CD, analisa as corporações de mídia e comenta sobre o hip hop brasileiro nos dias de hoje.

Quantos CDs O Levante já lançou?   As letras do disco são todas de sua autoria?

Dois CDs: O Temeremos mais a miséria do que a morte, e agora o Estado de direito. Estado de direira. No primeiro, tirando uma letra que tem coautoria do K-Lot (um MC da velha escola fluminense, que também acaba de lançar um CD), todas as outras são de minha autoria, e o Mimil só interpretava as músicas. Mas no Estado de direito. Estado de direita, não. Esse é até um papo que me emociona, pois me faz lembrar que há 4 anos eu fui lá na favela que ele mora e levei o primeiro livro. Depois ofereci outro. O terceiro eu já nem precisei levar. Mimil, que tinha uns 25 cm menos do que tem hoje, foi lá em casa buscar. Hoje, ele que no começo era apenas um fã, é autor de duas letras desse disco. Fiz uma parte da Meu estilo de vida, já aCombativo e internacionalista, foi o contrário. Ele apareceu com uma letra pronta, sem refrão. Daí eu fiz o refrão, botei mais meia dúzia de versos, e a música ficou daquele jeito. O nome disso é trabalho de base.

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Uma resposta para “Entrevistas

  1. Argumento e raciocínio irretocáveis!!! A praga politicamente correta é irmã siamesa da demagogia, cinismo e indigência/estelionato intelectual.

    Parabéns!!!

    Mario
    sociologo

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