“Caçadas de Lobato” – Um diálogo sobre a banalização do racismo no Brasil

  

Por Spency Pimentel para o Central Hip Hop

Tudo começou quando, no fim de outubro, em plena temporada eleitoral, o Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), divulgou no Diário Oficial da União o resumo de um parecer a respeito do livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato. O parecer, da professora Nilma Lino Gomes, considerava que, por ter trechos que podem ser considerados racistas, a obra não é adequada a ser distribuída em escolas públicas – usando dinheiro público, portanto – e deveria, no mínimo, ter uma nota explicativa sobre o contexto histórico em que ela foi concebida [o mais absurdo é que o livro já tem outra nota, explicando que, quando foi escrito o livro, caçar animais silvestres era algo aceitável – na história, uma onça é morta pelos personagens –, e, mesmo assim, houve essa grita toda…]. Aqui, um bom resumo do parecer, por parte de quem realmente leu o documento todo, e não só o seu resumo.

É fácil achar o livro nas bibliotecas e na internet, e qualquer um pode perceber que há, de fato, trechos profundamente ofensivos e inaceitáveis. Apesar disso, a mídia fez estardalhaço em torno do caso, apresentando-o como mais um exemplo de “censura esquerdista” e “ditadura do politicamente correto”, agredindo um “clássico da literatura”.

Eu conversava a respeito com uma amiga, a jornalista Juliana Cézar Nunes, com quem trabalhei na antiga Radiobrás, em Brasília, hoje Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Além de excelente profissional, premiada e reconhecida publicamente por sua competência, Juliana mantém, nos últimos anos, uma importante militância no movimento negro, participando de foros como a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) do Distrito Federal.

E foi a partir dessa conversa que resolvi convidá-la para mais um dos diálogos que trago ao Central Hip-Hop. Vale dizer que, conforme já começa a aparecer em notas na imprensa nas últimas semanas, trechos de cartas inéditas de Monteiro Lobato – aquele que a mídia dizia estar sendo injustiçado – a saírem na revista Bravo! agora em maio. Ali, o que alguns ainda tentavam disfarçar está desnudado: entre vários absurdos, Monteiro, nesses documentos, faz elogios à Ku Klux Klan, para se ter uma idéia… Mas vamos ao diálogo.

CHH: Aquele episódio com a suposta “censura” ao livro do Monteiro Lobato me deixou, uma vez mais, boquiaberto com certos papéis a que a nossa imprensa se presta. Claro que, enfim, chegou numa onda que já vinha desde a campanha eleitoral, tentando tachar o governo de autoritário etc. por propor a regulação da mídia, mas eu fico particularmente espantado com a facilidade que certas pessoas têm de falar com autoridade sobre assuntos que não lhes dizem respeito.

Vejo muitos brancos falando que a acusação sobre o desconforto com o livro seria bobagem, ou imposição de um “politicamente correto” que é sufocante etc. etc. No caso das mulheres, talvez haja homens que já tomam mais cuidado pra falar sobre aborto, por exemplo, embora ainda haja muita situação rídicula em relação a isso.

Mas, o que mais me chama a atenção é que, quando se trata de outros grupos, como os judeus, por exemplo, vejo muito pouca gente apontando exagero, quando acusam declarações públicas de antissemitas, ou quando pedem restrições à circulação de obras que lhes parecem ofensivas. No mínimo, deveria haver mais igualdade de tratamento… Mas, enfim, como o episódio lhe pareceu?
Juliana: Achei o debate envolvendo a obra de Monteiro Lobato muito simbólico e revelador sobre o pensamento e os interesses da elite brasileira. Na dimensão econômica, o parecer do Conselho Nacional de Educação, recomendando uma nota de alerta sobre o conteúdo racista, ameaçou diretamente os negócios das organizações Globo.

Não interessa à Editora Globo (que detém o título Caçadas de Pedrinho) e à TV Globo (que detém o licenciamento da série Sítio do Pica Pau Amarelo) que um autor comercializado por eles seja alvo de questionamento. Outras editoras e meios de comunicação também não desejam que um precedente como esse seja inaugurado.

Para evitar prejuízos financeiros, eles contam com o apoio de uma elite branca, que também não deseja ver um dos seus na sabatina. É fato histórico o posicionamento de Monteiro Lobato contra a abolição da escravatura e seu discurso literário preconceituoso em relação à população negra. Se a elite brasileira reconhece esse fato, ela teria que admitir a existência de diversos outros discursos (literários ou não) e práticas racistas, fundamentais para a construção de uma sociedade de privilegiados.

Portanto, em um evidente movimento de autopreservação coletiva, diversos intelectuais evocam as qualidades de Lobato e os princípios da liberdade de expressão. Tentam impedir que seja oferecida aos pais, professores e crianças um alerta e uma contextualização fundamental. Desta forma, contribuem para o falseamento da história e para a persistência do racismo no Brasil.

Pessoalmente, já tive alguns (des)encontros com Monteiro Lobato, mais do que suficientes para entender o impacto do pensamento dele na vida de meninas e meninos negros. Na escola, após uma série de leituras de Lobato, passei a ser chamada de macaca pelos colegas – adjetivo atribuído por ele às personagens negras. Passei um ano chegando em casa aos prantos e, no final do período letivo, mudei de escola. A situação revoltava meus pais, mas por algum tempo não foi suficiente para que eles abdicassem da minha permanência em uma escola particular bem conceituada. Estratégia de sobrevivência e ascensão adotada por várias famílias negras de classe média no Brasil. Famílias que, como a minha, também são vítimas de um racismo histórico, capaz de impedir que pais e mães lutem para proteger seus filhos e filhas de tamanha violência.

Anos mais tarde, experimentei essa sensação de impotência. Levei uma prima para uma peça teatral de Monteiro Lobato e me deparei com seus olhos cheios de lágrima ao ouvir da Branca de Neve que era necessário evitar café para não ficar preta. Reclamei com o diretor da peça, que apenas disse: “Desculpe, mas essa frase está no texto original”. E ficou por isso mesmo. Pois o racismo no Brasil persiste dessa forma. Momentos de omissão e silêncio alternados com gritarias midiáticas e de intelectuais na defesa dos grandes nomes da nossa literatura. Que outros pareceres, pesquisas, processos, atos e protestos venham. Que o discurso racista brasileiro fique com suas vísceras cada vez mais expostas em praça pública. E que possamos reconhecer a existência do que nos desumaniza. Só assim poderemos construir novos e belos discursos.

CHH: Essa sua história é mesmo impressionante… Também não tinha pensado nessa relação dos direitos sobre a obra com a Globo. Aliás, se lembra daquele relançamento recente de “O Presidente Negro”? Bem, enfim, é de pasmar a força que o megaconglomerado das comunicações tupiniquins tem dado a títulos que tentam sustentar, à força, a ideologia da democracia racial.

É incrível a força que eles ainda querem fazer crer que essas ideias tenham. E o engraçado é que sustentam uma promoção para alguns pseudointelectuais que não têm a menor ressonância no debate científico brasileiro: eles dão um baita espaço para a exposição de ideias desse naipe por gente como Kamel, sendo que, nas melhores universidades do país, ninguém nem toma conhecimento dessa turma… É um prestígio sustentado pelas corporações. O cara nunca é convidado para dar conferência em lugar nenhum, mas dá entrevista no Jô, no Roda Viva, escreve artigo nos jornais e daí parece que ele tem alguma presença.

Mas, me diga uma coisa, como vc percebe o seu lugar como “sujeito pensante” e como militante em relação a essas causas, estando numa profissão em relação à qual, justamente, esse mesmo pensamento conservador, hoje, enfatiza tanto ideias como “objetividade”, “neutralidade” etc. Como é ser jornalista, mulher e negra, sem se desfazer da possibilidade de reflexão e de ação a partir desse ponto de vista? Do jeito que a grande mídia brasileira atua, hoje, a impressão que dá é que o jornalista ideal não tem cor, nem classe social, nem sexo…
Juliana: Nossa, essa é uma pergunta complexa, mas instigante… Atuar como jornalista, reconhecendo e refletindo sobre meu gênero e raça, é um processo que tenho vivenciado nos últimos seis anos… Ou seja, algo recente, mas muito intenso.

Saí da faculdade sem ter feito reflexões sobre machismo ou racismo. Fui me reconhecer politicamente como jornalista, mulher e negra depois de já ter passado pela universidade, redações, assessorias, ter feito especialização em saúde pública e outras experiências importantes… O clique na cabeça surgiu depois de uma palestra com o professor Edson Cardoso, do jornal Ìrohìn… Nessa palestra, comecei a entender não apenas o lugar que há tempos ocupava no mundo, mas também como racismo estrutura a nossa sociedade. A partir daí, passei a trabalhar essa questão no âmbito pessoal, coletivo e profissional. Pessoalmente, precisei rever e entender os variados processos vivenciados em família, na escola, com amigos e nas relações profissionais. No coletivo, senti necessidade de participar de grupos de mulheres negras para compartilhar visões, sentimentos, sonhos. Nesse caminho, encontrei jornalistas e militantes generosas como Jacira da Silva.

E no âmbito profissional, passei a trabalhar com pautas que tivessem o fator étnico-racial envolvido. Penso que são perspectivas que dialogam bem. Basta que a reflexão seja constante e encontrei espaços ótimos para esse exercício, como a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-DF). Portanto, a Juliana mulher e negra não está em conflito com a jornalista que deseja fazer matérias sobre o impacto devastador do racismo na sociedade e sobre a necessidade de superá-lo para vivermos em um país mais justo. O espaço profissional que hoje ocupo também é uma conquista coletiva de várias gerações de mulheres negras, indígenas e brancas. E não penso que meu olhar jornalístico esteja negativamente comprometido por isso. Pelo contrário. Acredito que essa vivência passada, presente e futura, apenas enriquece meus trabalhos.

Os defensores do perfil jornalístico asséptico, totalmente imparcial e supostamente objetivo, na verdade, querem impor a terceiros amarras que não possuem. Para que possam defender sua própria ideologia, em geral de elite e branca, intimidam jornalistas negros a não escrever sobre cotas, África, racismo. Se temos hoje jornalistas especializados em economia, saúde, políticas sociais, por que não podemos ter profissionais de comunicação especializados em relações sociais, África, políticas públicas para promoção da igualdade racial e combate ao racismo?

Como profissional, busco cumprir preceitos técnicos da profissão para obter a informação mais precisa e relevante para a sociedade. A objetividade é um norte que não deve se confrontar com a realidade histórica ou impedir que olhares pessoais ou coletivos se revelem. Vivemos em uma sociedade construída com base na escravidão de pessoas negras, descendentes de africanos, e falar jornalisticamente sobre o que isso significa deveria ser um compromisso de todos e todas. Como mulher e negra, meu compromisso é ainda maior.

CHH: A coisa continua me parecendo muito interessante. Mas, o que muda quando você começa a olhar o mundo dessa forma, sem abdicar dessa autorreflexão sobre gênero e raça? Quando morei em Brasília, eu percebia, por exemplo, que a Radiobrás, empresa pública, tinha um grande número de funcionários negros, em comparação com as empresas privadas (ainda assim, eu via absurdos, como certos padrões impostos na TV sobre aparência, levando as meninas – de todas as cores – a alisar o cabelo, por exemplo, para poder aparecer no vídeo). O que vc começou a perceber nesse mundo do jornalismo qdo passou a olhar para ele tendo bem assentada na cabeça sua condição de mulher negra?

Há muita gente que coloca o “jornalismo investigativo”, esse que busca documentos e provas sobre escândalos, como o gênero mais elevado nesse ofício. Quando a gente fala de racismo, muitas vezes, não há documento nem prova. Como se denuncia algo tão sutilmente óbvio como o racismo no Brasil?
Juliana: O que muda? Tudo. E não apenas na pauta, nas perguntas para os entrevistados, nos
textos… Mas também na relação com as fontes e os colegas. Hoje sempre busco identificar que fontes estão na top list dos veículos onde trabalho. Em geral, são fontes brancas. E essa reflexão é fundamental para que, de maneira ativa e consciente, possamos ir em busca de vozes negras da academia, da política, da sociedade civil…

A EBC – ex-Radiobrás – possui vários profissionais negros, homens e mulheres. Boa parte deles com uma consciência racial incrível e histórias de enfrentamento do racismo impressionantes. Há ainda quem não tenha refletido sobre o tema e que acaba se dando conta dele quando é pautado para uma matéria ou entrevista sobre o assunto. Esse é um processo importante e belo também.

Já ouvi, no entanto, reclamação de repórteres negras que fazem escova no cabelo e agora estariam se sentindo intimidadas pela moda da estética black, de cabelos crespos no vídeo. Costumo dizer o seguinte: é importante que você tenha o direito de usar seu cabelo ao natural, mas também não aceite uma nova opressão. São longos anos de imposição de um padrão. Para mudá-lo, é necessário que as empresas de comunicação invistam em promoção da igualdade racial no processo de admissão, em censos étnico-raciais internos e até mesmo capacitação dos profissionais para a cobertura dessa temática. A mídia não está imune ao racismo institucional.

Com relação à cobertura de casos de racismo, de fato, elas são bem complicadas. Até pq a própria polícia ainda tem dificuldade e resistência para caracterizar o crime. Mas na mídia tenho visto uma evolução nessa abordagem. Recentemente, a mãe de um motoboy executado na porta de casa acusou os policiais que cometeram o crime de racismo. E a imprensa de forma geral deu voz a ela, mesmo sem provas. Matérias sobre casos assim têm sido recorrentes, até mesmo nas emissoras comerciais. Penso que é um avanço. No entanto, ainda precisamos aprender a tratar das formas mais “veladas” de discriminação, que muitas vezes se perpetuam por serem consideradas “leves”. O racismo reproduzido em livros e programas de tevê é uma agressão tão forte quanto a violência racial das ruas e do cotidiano.

Spensy: Agora, pra fechar. Desde que surgiu, o rap foi chamado de “jornalismo dos negros” (ou da periferia, ou dos pobres etc.). Enfim, como vc pensa esse tipo de formulação, e ao mesmo tempo este momento em que o espaço para esse “jornalismo negro” pode ser disputado dentro do próprio jornalismo, e não num lugar à parte (por causa do acesso maior da população negra à educação formal, entre outros fatores)? Ao mesmo tempo temos essa herança da cultura africana e afrodescendente de transmissão oral… Enfim, como você pensa esses fatores? Digo isso porque, de certa forma, levando em conta essa analogia, vc é uma espécie de rapper (como o rapper é uma espécie de jornalista). E, diria eu, os dois são uma espécie de griot, também!
Juliana: Nossa, adorei a comparação com os griots. Obrigada! Sem dúvida, jornalistas trazem um pouco desta energia. Não sou exatamente uma especialista em rap, mas gosto e admiro muito o que considero uma das expressões culturais negras e de periferia mais importantes do Brasil e dos países da diáspora africana. Acho interessante essa comparação com um tipo de “jornalismo negro” e penso que de certa forma, sim, o rap cumpre o papel de denunciar e dar voz a quem raramente é “fonte” na mídia. Esse tema rende uma tese de doutorado, aliás! rsrsrs De fato, não apenas o jornalismo, como a comunicação negra, vem se dando em vários formatos e tempos históricos. Considero importante tanto a mídia negra, no sentido mais literal e com plataforma editorial exclusiva, quanto a comunicação com protagonismo negro exercida em mídias privadas, públicas e comunitárias. São formas complementares de comunicar a partir de um olhar negro e que produzem efeitos diferentes, igualmente relevantes.

CHH: Outra questão, também, que aparece aí é a do fosso histórico entre a população negra de classe média e a mais pobre: pela sua participação no movimento negro, vc diria que se está conseguindo diminuir essa distância?
Juliana: Confesso que nunca me debrucei sobre essa questão. Mas não sei se considero que exista um fosso histórico entre a população negra de classe média e a mais pobre. A inserção da população negra na classe média é recente e acredito que as famílias negras hoje nas classes B e C ainda possuem um contato próximo com suas origens e sabem muito bem o caminho que trilharam… De qualquer forma, essa ascensão, sem dúvida, traz uma série de conflitos e riscos, inclusive de distanciamento cultural, negação e  embranquecimento de olhares. Nosso desafio hoje é justamente garantir que a ascensão econômica da população negra ocorra com consciência política e social. Garantir que os médicos e engenheiros cotistas, por exemplo, saiam da universidade preocupados em atuar para reduzir as desigualdades raciais, combater o racismo… Seja em um hospital público, seja em uma empresa de construção.

CHH: É, enfim, essas reflexões a que te convido. Pode ser que eu tenha formulado mal, ou que tenha uma impressão errada dessa questão da estrutura social da população negra. Acho que é um tema pra pesquisar mais… Mas, bem, pra finalizar, como eu comentava com vc, o Mumia Abu-Jamal, soube eu num documentário que vi recentemente (In Prison My Whole Life – Na Prisão Minha Vida Inteira), participava da Associação dos Jornalistas Negros da Philadelphia, ou seja, talvez, algo bem parecido com o que é a Cojira… E, veja só, as autoridades não perdoaram o cara! Claro que o contexto era bem mais amplo que isso, mas… de certa forma, não tem algo de “imperdoável” pro sistema nisso tudo? Ou, será que vai pesar mais o fato de já “termos nascido no século XX, de um ventre livre”, e de vivermos “no século XXI, onde as conquistas científicas, espaciais, medicinais, e a confraternização dos povos e a humildade de um rei serão as armas da vitória, para a paz universal”?
Juliana: Olha, não sou tão otimista… Acho que no século XXI o racismo persiste e os interessados em perpetuá-lo continuam bem vivos. A ciência e a política ainda são monopólio de uma elite branca, que constituiu sua riqueza a partir da colonização, exploração e escravatura. Por outro lado, penso que a população negra, africana e da diáspora em geral travaram uma luta com diversos marcos vitoriosos e que precisam ser valorizados. Como diz Jurema Werneck, continuamos em uma situação de desconforto. Mas agora conseguimos causar desconforto também a diversos grupos racistas, sejam eles de direita ou de esquerda. A polêmica em torno das declarações do deputado Jair Bolsonaro são uma demonstração disso. Os racistas começam a sair do armário porque se incomodam com as cotas, com a regularização das comunidades quilombolas, com o protagonismo das mulheres negras… Eles saem do armário e jogamos muitos holofotes sobre isso. A ideia é não deixar mais nada passar em branco.

[+] Acesse o perfil de Juliana Nunes no FaceBook
[+] Siga a jornalista Juliana Nunes no Twitter

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s