Quano o campo e a cidade se unirem, a burguesia não vai resistir!

Por Ana Carolina Gomes  para a Vírus Planetário

“O risco que corre o pau, corre o machado… Não há o que temer… Aqueles que mandam matar também podem morrer…”(Canção do MST)

O Ato Nacional em Defesa dos Pinheirinhos, no dia 2 de fevereiro, deve ser lembrado tanto por sua grandeza como pelos seus vícios. A presença nos carros de som e as falas majoritárias eram de representantes de partidos políticos e movimentos sociais, o que, de certa forma, pode ter ofuscado os personagens principais – simbolicamente, é claro, uma vez que só estávamos todos ali por causa deles, por causa dos pinheirinhos.

Exemplo a ser seguido, e é importante citar aqui, foi a audiência pública do dia 1º de fevereiro, quando pinheirinhos desabrigados tiveram o mesmo espaço de fala que juízes, deputados e defensores públicos. É assim que deve ser.

Afora os pontos questionáveis, devo dizer que nunca vi, embora muitas vezes tenha gritado por isso, a união entre o povo do campo e da cidade. Até ontem. Até o Pinheirinho. O ato não foi apenas em defesa da comunidade que foi covardemente expulsa de suas casas; não foi apenas em repúdio à truculência da PM paulista, treinada para exterminar pobres; não foi apenas a favor da prisão imediata dos criminosos Geraldo Alckmin, Naji Nahas, Eduardo Cury… Era mais. Era isso e era um grito geral de revolta, guardado desde Eldorado dos Carajás, desde antes, desde Canudos…

Pessoas comuns se uniam à passeata, se solidarizavam com as pautas e diziam “aquilo tudo foi tão desumano”. Fulano conhece sicrano que sumiu no meio da ação de desocupação, e a Globo insiste em dizer que não houve mortes. Não mesmo, Globo. As pessoas foram desintegradas. A partir de agora, é como se nunca tivessem existido, não é? Pra que mexer nisso tudo? Como os mortos da ditadura. O que acontece, e por isso nem a Globo esperava, é que o Pinheirinho desmascara o capitalismo; é a sua face verdadeira: a do extermínio de quem se atreve a questioná-lo. Mas o povo não é bobo. O povo tem internet. O povo sabe ler. O povo não é cego!!

A luta, a passos largos, deixa de ser ideal comunista de uma meia dúzia de “baderneiros” e passa a ser a indignação compartilhada. Se cuida, classe dominante. Estamos chegando.

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