GBH no RJ

Pela primeira vez no Rio, banda inglesa de punk rock GBH promete show de clássicos

RIO – Se o sábado e o domingo na Lapa costumam ter o samba como principal trilha sonora, no começo da semana isso, às vezes, muda. Em 2010, numa terça-feira, o venerando punk californiano Jello Biafra levou sua banda, a Guantánamo School of Medicine, ao Teatro Odisseia; hoje (29/08/2011) o punk rock das antigas volta à casa, às 20h, com a apresentação do GBH (Grievous Bodily Harm, ou Dano Físico Grave), que terá abertura da banda Arroto.

Fundado em 1978, em Birmingham, na Inglaterra, o GBH veio pouco depois dos seminais Sex Pistols e The Clash, e começou a levar o punk rock em uma direção mais próxima do que depois se convencionou chamar de hardcore, influenciando também bandas de heavy metal e thrash como o Slayer. “Quero uma festa em que eu possa dançar/ Clash, Undertones e GBH (‘gê-bê-agá’)”, diz um clássico brasileiro do gênero, “Festa punk”, dos Replicantes.

– Nossas bandas favoritas das antigas são o Clash, os Ramones e o Rancid – declara o cantor Colin Abrahall, ou Col, em uma lacônica entrevista por e-mail, talvez incluindo o americano Rancid devido à parceria com seu líder, Lars Frederiksen, produtor do último disco do GBH, “Perfume and piss”. – O Rancid é uma banda mais recente, eu sei, mas entre essas também há algumas fantásticas, como o Green Day.

O quarteto britânico – cujo nome, que originalmente era Charged GBH, vem da sigla para “grievous bodily harm”, ou “lesão corporal grave”, uma acusação que um integrante da banda teria recebido nos velhos tempos de escaramuças punks (daí o “charged”, acusado). Mas hoje a banda, apesar da fúria e do sarcasmo – típicos do gênero – de músicas como “Slit your own throat” (“Corte sua própria garganta”), “Necrophilia” (“Necrofilia”) e o clássico “Sick boy” (“Garoto doente”), hoje os cinquentões tatuados parecem ser mais pacíficos.

– Não tivemos nada a ver com aquela confusão em Londres – apressa-se a dizer Col.

Como é a primeira apresentação da banda no Rio, ele promete um show recheado de clássicos, como “Ha ha”, “Crush ‘em” e “Big women” – com sorte, eles ainda tocam The Clash (“White riot”), Sex Pistols (“Pretty vacant”) e Iggy and the Stooges (“1970”).

– Ainda vamos jogar umas três ou quatro novas no meio – diz o cantor, antes de concluir. – Muita coisa mudou, mas ainda estamos numa boa época punk.

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2 Respostas para “GBH no RJ

  1. só uma retificação a fazer : PELA SEGUNDA VEZ NO RIO, a primeira vez foi no ano 2000 e eles se apresentaram no Garage. KEEP ROCKING !!!

    • Valeu camarada!!! Escrevo de SP e a fonte que me informou negligenciou essa informação!!! Punks not dead!

      Mario

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